Nem todas as expressões faciais que transmitimos aos outros são as que realmente sentimos. Atenção, pretendemos enganar, não de forma maldosa, mas sim a poder esconder a dor, como se assim ela desaparecesse (não desaparece). Acabamos sempre por ouvir aquilo que não queremos, mas que no fundo, sabemos que é verdade. As coisas repentinas nunca são boas, e eu continuo aqui, a mentir-me a mim própria, não sabendo o que fazer, não recebendo um sinal, alguma coisa que me ajudasse. Não quero pensar. Estou cansada, cansada de pensar em coisas que não devia pensar, mas que é inevitável, infelizmente. Mas se não quero, porque continuo a cada minuto a pensar sempre na mesma coisa, sempre a bater na mesma tecla, como uma sombra que me persegue por onde quer que vá. Tento abstrair-me, de todas as formas que conheço, mas o meu pensamento vai parar sempre onde é costume. Porquê? Porquê tudo isto? Eu já sei qual vai ser o resultado e porquê? Porquê continuar a seguir, porquê continuar a mentir-me? Não há maneira de aprender. Chamem-me tola, mas eu tenho sempre esperança que as coisas mudem. Isso chama-se ingenuidade. Quando as coisas parecem que estão a começar a mudar, tudo se retrocede, porque nem tudo é o que parece. Eu devia saber, mas preferi fechar os olhos e viver o momento. Momento esse tão pequeno, mas que me permitiu um dia ou dois de felicidade. Penso que dá para aprender qualquer coisita. Momentos de felicidade pouco duram. E quando acabam, oh Deus!
"Um conto de fadas?"
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Nem todas as expressões faciais que transmitimos aos outros são as que realmente sentimos. Atenção, pretendemos enganar, não de forma maldosa, mas sim a poder esconder a dor, como se assim ela desaparecesse (não desaparece). Acabamos sempre por ouvir aquilo que não queremos, mas que no fundo, sabemos que é verdade. As coisas repentinas nunca são boas, e eu continuo aqui, a mentir-me a mim própria, não sabendo o que fazer, não recebendo um sinal, alguma coisa que me ajudasse. Não quero pensar. Estou cansada, cansada de pensar em coisas que não devia pensar, mas que é inevitável, infelizmente. Mas se não quero, porque continuo a cada minuto a pensar sempre na mesma coisa, sempre a bater na mesma tecla, como uma sombra que me persegue por onde quer que vá. Tento abstrair-me, de todas as formas que conheço, mas o meu pensamento vai parar sempre onde é costume. Porquê? Porquê tudo isto? Eu já sei qual vai ser o resultado e porquê? Porquê continuar a seguir, porquê continuar a mentir-me? Não há maneira de aprender. Chamem-me tola, mas eu tenho sempre esperança que as coisas mudem. Isso chama-se ingenuidade. Quando as coisas parecem que estão a começar a mudar, tudo se retrocede, porque nem tudo é o que parece. Eu devia saber, mas preferi fechar os olhos e viver o momento. Momento esse tão pequeno, mas que me permitiu um dia ou dois de felicidade. Penso que dá para aprender qualquer coisita. Momentos de felicidade pouco duram. E quando acabam, oh Deus!
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